xO trabalho com o texto “Admirável mundo louco” de Ruth Rocha foi desenvolvido em quatro aula e os alunos demonstraram bastante interesse pela atividade. Inicialmente o título do texto foi colocado no quadro e os alunos deveriam refletir sobre ele e informar os possíveis assuntos abordados nesse texto. A grande maioria acreditou que se tratava de uma história sobre o planeta Terra com os problemas ambientais que ele possui, outros levantaram a possibilidade da história ocorrer em lugares diferentes, planetas ou até mesmo em um hospício. Dois alunos chegaram a dizer que o título poderia ser uma manchete de jornal sobre a violência e a vida tumultuada nas grandes cidades.No momento em que os estudantes identificaram o nome da autora, tiveram a certeza de que o texto não poderia ser uma reportagem. Muitos conheciam várias obras de Ruth Rocha e lembraram de algumas personagens. Os livros mais citados pelos alunos foram “A escola de Marcelo” e “O coelhinho que não era da Páscoa”. Conversamos um pouco sobre as histórias dos livros e, logo em seguida, cada aluno deveria ler individualmente o texto.Alguns alunos demonstraram dificuldade em identificar o narrador e, depois da leitura, comentaram que não compreenderam o texto. Começamos a analisar as informações existentes e, a partir da constatação de que o narrador não poderia ser um humano, foi mais fácil perceber que ele era um ET. Durante essa atividade, dois alunos evidenciaram não saber a diferença entre narrador e autor, disseram que a narradora era Ruth Rocha. Conversamos sobre o assunto e as dúvidas foram esclarecidas.Depois da leitura, os alunos formaram grupos de três componentes e elaboraram questões sobre o texto e depois uma produção escrita com o tema " mundo louco" e tivemos êxito na produção, pois saíram textos ótimos. Inicialmente a proposta gerou estranhamento, pois os alunos estavam acostumados somente a responder perguntas. Grande parte dos questionamentos formulados pelos alunos foi sobre o narrador do texto, as possíveis características dele e o significado das palavras e expressões, como por exemplos, “caixa” e “freguetes”. Surgiram também questões nas quais os estudantes deveriam expor a suas opiniões sobre o texto, o título e a vida nas grandes cidades.Cada grupo leu em voz alta para a turma os questionamentos elaborados e a produção escrita, os demais alunos responderam as perguntas e analisaram a clareza de cada uma delas. Quando uma questão não estava clara, a turma toda apontava soluções para corrigi-la e o autor da pergunta ajudava informando as intenções dele no momento em que escreveu a pergunta. Procurei esclarecer alguns pontos que ficou confuso para o grupo, auxiliando -os nas respostas. Nas apresentações foi nitidamente perceptível um maior envolvimento dos alunos a essa segunda proposta, especialmente no momento de discussão sobre o texto e todos concluiram o trabalho com êxito.
Profª Gianne Amorim
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